2
1

d
e

a
b
r
i
l
simply put




28.2.05

Engraçado que, se por um lado ao crescer deixamos a adolescência para trás, por outro parece que a infância é que volta. Poucas pessoas foram ao luau mas mesmo assim foi bem divertido. Ninguém encheu a cara, ninguém vomitou, ninguém ficou doidão, como normalmente aconteceria há uns 10 anos atrás. O que ficamos fazendo a noite inteira? Batendo papo, dentro e fora da piscina e: jogando pingue-pongue, sinuca e futebol! Por isso que eu disse que a adolescência se vai mas a infância retorna... Se for assim mesmo eu prefiro isso, tudo quanto é jogo eu gosto, sejam os de mesa ou os de tabuleiro e há muito tempo que eu não preciso mais de bebida pra me divertir. Na verdade nem sei se algum dia eu precisei, mas já tive a ilusão de que sim.
No dia seguinte, fez um dia lindo e ficamos na piscina direto, fiquei super vermelha, mas valeu a pena. Vamos ver se no próximo evento, que será uma festa junina no início de julho, as pessoas se animem mais e compareçam em maior número.






26.2.05

Hoje tem luau no sítio, oba!! Só espero que não chova... Teve um luau uma vez que ninguém dormiu, ficou todo mundo a noite toda na piscina. No dia seguinte a água tava marrom e com uma capa de gordura de tanta cerveja e comida que deixavam cair dentro, a maior zona... Era festa a noite toda e depois no dia seguinte ainda rolava um churrasco. Mas esses bons tempos se foram, hoje em dia tá todo mundo ficando velho, é um sacrifício pra reunir os amigos e, quando isso acontece, ninguém agüenta até muito tarde. Não é à toa que o sítio esteja à venda, seu espírito se foi junto com nossa adolescência.






24.2.05

Graças ao nosso amigo blogueiro Luiz, a receita em alemão foi desvendada! Era mais ou menos o que eu achava que era mesmo. Vou fazê-la e depois conto se ficou bom. Pena que não dá pra mandar por e-mail pra vcs provarem...







Alguém aí sabe alemão? Meu irmão trouxe da Alemanha duas caixinhas de mousse mas eu não sei fazer porque as instruções estão em alemão. Tentei traduzir pela internet mas esses tradutores são muito toscos, deu pra ter uma idéia mas queria ter certeza de que eu entendi bem... Parece que se deve dissolver o conteúdo da caixinha em 250ml de leite, batendo na potência baixa da batedeira e depois bater na potência alta por 3 minutos. Depois colocar na geladeira por 1 hora. Se alguém souber ou conhecer alguém que saiba e possa traduzir, queria saber se entendi direitinho como que faz. Aqui vai o texto:

"250 ml Milch in ein hohes Rührgefäß geben. Beutelinhalt hinzufügen und mit dem elektrischen Handrührgerät auf niedrigster Stufe verrühren. Anschließend auf der höchsten Stufe 3 Minuten schlagen, bis Sie eine lockere, sahnige Creme erhalten. Die fertige Speise in eine Glasschale oder Dessertglässer füllen und mindestens 1 Stunde in den Kühlschrank stellen."

Ô lingüinha esquisita sô!!!






22.2.05

Alguém já viu uma pessoa vomitar de tanto rir? Eu vi essa cena bizarra hoje... Já tinha visto e até mesmo eu já fiz xixi de tanto rir, agora vomitar foi novidade...







Estou terminando de ler um livro que mexeu muito comigo, "Autobiografia de um Iogue" de Paramahansa Yogananda. Queria colocar aqui alguns pedaços, mas são realmente inúmeros os trechos que acho preciosos. Vou colocando aos poucos, à medida que sentir vontade e achar pertinente. No último capítulo que estava lendo ele conta a história de um guru chamado Sadásiva que andava nu e sem querer penetrou na tenda de um chefe tribal muçulmano. Ali havia duas mulheres que gritaram alarmadas e o guerreiro prontamente atacou o guru cortando seu braço com a espada. O mestre foi embora como se nada tivesse acontecido. Cheio de remorso o guerreiro apanhou o braço do chão e foi correndo atrás do swâmi. O iogue calmamente inseriu seu braço no coto sangrento e o chefe da tribo implorou então de joelhos que fosse instruído espiritualmente pelo guru. Sadásiva escreveu na areia com o dedo: "Não faça o que quer e então poderá fazer o que preferir".
O muçulmano compreendeu que esse conselho paradoxal significava "através do domínio do ego ganha-se a liberdade da alma" e a partir de então tornou-se discípulo de Sadásiva.
O livro está cheio de histórias e passagens que te fazem parar e pensar bastante. Também é interessante entrar em contato com os ensinamentos de um mestre iogue, conhecer outras visões do mundo e da espiritualidade. Recomendo a todos essa leitura.






21.2.05

Minha odisséia carnavalesca aqui termina!

SÁBADO
Dessa vez o desfile foi muito legal, fizemos toda a coreografia, mais de uma vez e eu estava muito animada, pulei e cantei muito mesmo. Lá no meio não pude deixar de me lembrar que meu carnaval estava acabando ali e que de novo só no ano que vem. Foi aí mesmo que eu pulei e cantei mais ainda. Depois que a gente chegou na Apoteose ainda ficamos esperando a bateria chegar, foi muito bom, o coração bate muito forte. Dali ainda fomos a uma festa de despedida de uma amiga que está se mudando para Fortaleza. Acabei chegando em casa quase 6 da manhã... E foi assim que meu carnaval acabou, um carnaval como há muito tempo não me divertia tanto, talvez desde os tempos do colégio.
Mais completo impossível, blocos e desfile no Rio, frevo e maracatu em Recife e Olinda, depois desfile de novo... O mais importante de tudo foi a injeção de ânimo que eu tive. Estou me sentindo a própria Fênix, renascendo de novo para a vida. Posso estar exagerando, como já disse antes, não aconteceu nada de mais, nada de concreto, mas alguma coisa dentro de mim foi recuperada, uma alegria perdida, uma disposição adormecida... Sei lá...
Agora tenho que, mais do que nunca, estudar pra valer e ter meu dinheirinho pra poder viajar sempre que quiser, sair e fazer as coisas que gosto. Essa parte é difícil, cumprir as coisas que planejo, pôr em prática o que penso, mas tenho esperança de que vai dar certo. Tem que dar certo!

As fotos, para quem não sabe, estão sendo colocadas no meu fotolog.






20.2.05

SEXTA
Último dia em Recife... Depois do café, fomos até à praia em frente ao hotel mesmo e depois um pulinho na piscina. O vôo do meu irmão saía às 13:30 e ele foi arrumar as malas, o meu só sairia às 17:30.
Eu tenho um amigo, um ex-namorado da época do Colégio Pedro II que se mudou para Natal e eu não tinha conseguido falar com ele antes de viajar, por ter sido tudo tão em cima da hora e, imaginando que talvez ele estivesse em Recife durante o carnaval, pois tem um apartamento em Boa Viagem, mandei um e-mail na segunda antes de sair do Rio. Sabia que seria muito difícil dele ler o e-mail a tempo mas como não tinha o celular dele, foi a única maneira. De fato, ele estava em Recife mas, infelizmente não viu o e-mail antes de retornar para Natal na quarta-feira. Quando soube que eu estava lá ficou muito revoltado, afinal faz uns 10 anos que a gente não se vê e eu nunca viajei ao Nordeste desde então e na primeira vez que eu vou, acaba que nós estmos na mesma cidade e não nos encontramos... Infelizmente esses desencontros acontecem.
Voltando da praia para o hotel, dei uma olhada nos meus e-mails e estava lá a resposta dele. Na hora respondi de volta e passei o telefone do hotel. Ele me ligou e disse que seus pais ainda estavam em Recife, e que pelo menos a gente poderia se encontrar. Falei com a mãe dele no telefone e marcamos de nos encontrar antes de eu ir pro aeroporto.
Meu irmão foi embora e logo depois os pais do Leifson (meu amigo de Natal) apareceram lá no hotel. Já levei minha mala pois eles se ofereceram para me levar até o aeroporto. Fomos até o apartamento deles de Boa Viagem para eu conhecer e depois até um shopping que tem ali perto. Almocei e demos umas voltas no shopping. Foi muito legal revê-los, conversamos bastante, sempre me dei muito bem com os pais dele, desde a época que namorava com ele e acho que eles também sempre gostaram muito de mim. Eles estão super bem, não mudaram nada nesses 10 anos e, apesar da dor de terem perdido um dos filhos que morreu há uns 2 anos, estão levando a vida, com os outros 2 filhos bem encaminhados e agora estão só curtindo a aposentadoria, viajando de um lado para o outro. Eles até me fizeram uma proposta de tranferir o vôo pra outro dia e ir com eles pra Natal. Fiquei muito tentada, mas depois me lembrei que teria o desfile das campeãs no sábado e desisti, essa viagem iria ficar pra uma outra oportunidade. A hora foi passando e foi chegando o momento de ir embora. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência (bem ao contrário da ida...) e depois do check-in fiquei esperando a hora de embarcar. Eu não sabia que poderia entrar no salão de embarque antes da hora certinha, achava que tinha que esperar até minutos antes de embarcar, se soubesse teria feito uma massagem nos pés que tinha do outro lado do portão de embarque, estava precisando depois de tanta pulação e caminhadas... Mas quando passei pelo portão de embarque já estava na horinha de entrar no avião e não daria tempo...
Sentei num lugar horrível logo na primeira fileira depois da primeira classe, no meio, entre uma freira e um gringo. Uma barulheira da turbina nos meus ouvidos e uma friaca danada porque fiz a bobagem de viajar de vestido e sandália. Pedi um cobertor ao comissário mas não adiantou nada. Não sei se o avião estava com algum problema de pressurização ou se era comigo, mas fiquei com uma baita dor de cabeça, além disso minha poltrona não reclinava direito e tive que ir o tempo todo com o assento ereto. Foi muito ruim meu vôo e estava contando os minutos para aquela tortura acabar, aquelas 3 horas duraram umas 6, mas acabaram passando. De volta ao Rio, à minha casa, muitos beijinhos e abraços nos meus gatos que eu já estava louca de saudades...
Não sei o que meu deu naquela segunda-feira pra ter tido tanto medo de viajar, tanto receio de fazer as coisas por impulso, deixar a razão falar mais alto do que a emoção . Acho que nos últimos 5 anos passei por um processo de mudança tão grande que me afastei de tudo o que sempre fui, das coisas que sempre amei fazer. Viajar sempre foi o que mais gostei de fazer, mas ultimamente um cordão umbilical me atava a alguma coisa que me fazia ter literalmente medo de sair do casulo. Minha casa, meu quarto se tornou um local seguro e ao mesmo tempo um túmulo que ia aos poucos me enterrando. Essa viagem, muito mais do que a diversão que me proporcionou, me fez provar novamente o gosto da liberdade, de lugares e coisas novas, fez eu me lembrar que pra se viver tem que se soltar se jogar pra vida e aí sim é que ela vai te oferecer alguma coisa, que não adianta querer tudo e não arriscar nada. Sinto que a minha luz que estava tão apagada, sua ausência me tornando uma sombra, uma pessoa opaca, aos poucos está voltando a brilhar. Posso estar exagerando, nada de excepcional aconteceu de concreto nessa viagem, mas o que ela representou simbolicamente foi de fato muito importante. É um marco que me faz acreditar que esse vai ser o realmente o primeiro ano do resto de minha vida.

Mas meu carnaval ainda não tinha cabado! Amanhã tem desfile das campeãs!






18.2.05

Sobre minha saúde, já estou 98%! Só com uma dorzinha de nada. Mas já voltei a treinar desde ontem. Depois de quase duas semanas de farra, voltar aos treinos é sempre uma barra, mas resisti bravamente!
Continuando com a viagem... Juro que já tá acabando...

QUINTA
Oba! Que dia lindo! Meu irmão acordou com ressaca, mas eu estava ótima e louca para aproveitar aquelas praias. Depois do café demos uma voltinha pela cidade e fomos à praia. Aquela água verde esmeralda e quentinha, o céu azul, uma aguinha de coco... Não quero outra coisa da vida. Quando a maré está baixa formam-se umas piscinas naturais. Os turistas fazem um passeio de jangada mas na verdade dá pra ir nadando porque é bem pertinho. Eu tava louca pra fazer esse passeio mas meu irmão cismou que a melhor hora pra fazer era quando a maré estivesse cheia. Como ele já tinha estado lá eu acreditei nele... Fomos então para o Pontal do Maracaípe, que é uma praia que fica ao lado. Pegamos um moto-táxi e em 10 minutos estávamos lá. É uma praia linda e na pontinha tem um rio que desemboca no mar. Ficamos de bobeira, mergulhei no rio, no mar, depois voltamos mais um pouquinho e enquanto meu irmão sentava numa barraquinha eu fiquei pegando jacaré. Tinha uns gringos com uma prancha de surf, perguntei se a prancha era deles ou se tinham alugado. Era alugada, fui então perguntar o preço. Tinha o preço do aluguel só da prancha e também com uma aula. Aluguei a prancha mais a aula e lá fui eu tirar onda de surfista! Vesti até uma liycra, o que foi providencial porque a parafina machuca, fiquei com os joelhos todos ralados, mas na barriga pela camiseta de lycra ficou tudo bem. O professor era super gente boa me deu uns toques mas como eu só tinha meia hora, pois já estava ficando tarde, ele falou bem rapidinho e fomos logo pra água. Ele ficava do meu lado e eu em cima da prancha. Quando vinha uma onde boa ele me empurrava e eu tentava descer a onda em pé. É bem difícil mas eu até que consegui ficar em pé umas duas ou três vezes. Se eu tivesse mais tempo acho que conseguiria mandar melhor. Mas já foi muito legal. Realizei uma vontade que tinha de muito tempo que era tentar surfar e confesso que me deu vontade de tentar mais. Quem sabe um dia aí eu não faço um cursinho mesmo a sério... Mas como diversão, já ganhei o dia. Apesar dos vários caldos e da minha garganta ter ficado ardendo de tanto sal da água que engoli, me diverti às pampas. Tinha umas horas que eu pagava o maior mico porque levava um caldo e depois levantava da água com o cabelo todo revirado e cheio de algas e areia mas eu não tava nem aí, tava felizona. Ainda bem que eu tava de camiseta se não meu biquíni já teria ido pro espaço várias vezes. Um cara que trabalhava junto com o professor de surfe ficou tirando fotos e fez um vídeo que ficou de me mandar pela internet. Quando chegar eu disponibilizo pra todo mundo ver minha performance.
Depois voltamos pra Porto de Galinhas e adivinhe! Não dava mais pra fazer o passeio de jangada pras piscinas naturais. Não tinha mais piscina nenhuma! A maré estava cheia e o passeio só dá pra ser feito com a maré baixa. Quase matei meu irmão! Só não fiquei mais chateada porque tinha feito o surfe e tava bem feliz. Fiz ele me prometer de me levar lá de novo porque ele ficou me devendo a porcaria do passeio, que é a principal atração turística do local e eu não fiz!
Tava morrendo de fome e fomos catar um local pra comer caranguejo. Achamos um botecão lá que tinha. Caranguejo é muito gostoso mas dá um trabalhão pra comer! Demoramos um tempão e acabou que ficou em cima da hora de ir embora, o ônibus saía às 18:30 e ainda tínhamos que tomar banho e arrumar as coisas. Fomos correndo pro hotel, arrumamos tudo e coseguimos chegar a tempo no ponto. Chegando lá o ônibus estava quebrado (o micro-ônibus que é uma linha expressa), esperamos até 19:00 para pegar o ônibus comum. Foi uma pena do micro-ônibus ter quebrado porque o comum demora muito mais tempo, vai parando em cada cidadezinha ao longo do caminho e foi bem cansativa a viagem de volta.
Em Recife voltamos para o mesmo hotel de antes e de lá fomos até um barzinho encontrar aqueles amigos de Olinda do meu irmão pois estavama se despedindo de uma das meninas que iria se mudar para São Paulo. Aproveitei para jantar porque tava faminta. Nesse barzinho aconteceu uma coisa engraçada, eu perguntei quais os sucos que eles serviam e o cara deu lá a lista. Tinha laranja, morango, caju, um monte. Perguntei se eles faziam morango com laranja e o garçom fez a maior cara de espanto, do tipo, "como assim? que coisa estranha misturar morango com laranja!". Eu falei pra ele ir com fé que iria ficar bom. O pessoal da mesa também não conhecia esse suco e quando chegou todo mundo provou e gostou. Uma das meninas até pediu um igual pra ela, daí eu chamei o garçom e falei pra ele que ele tinha que colocar dali pra frente esse suco no cardápio e batizar com o meu nome e que no ano que vem iria voltar ali pra comprovar. Ficamos um tempo ali, batendo papo com o pessoal, falando da viagem, do carnaval etc. Esses amigos do meu irmão são super gente boa e, apesar de estar cansada foi um fim de noite bem legal. Foi ficando tarde e voltamos pro hotel, afinal todo mundo ali já tinha voltado pros seus trabalhos e tinham que acordar cedo no dia seguinte. Fui dormir feliz e triste ao mesmo tempo porque a viagem estava acabando...






16.2.05

Estou meio mal nesses últimos dias. Na tarde de domingo eu dormi à tarde e acho que desloquei algum nervo da minha mandíbula ao dormir. O resultado foi que o que começou com uma dor localizada se espalhou e todo o lado direito da minha cabeça, incluindo ouvido, olhos, nariz e garganta começaram a doer muito. Até mesmo o mais leve toque na pele doía. Na segunda tomei 2 comprimidos de dorflex que não fizeram efeito nenhum. Na terça de manhã fui numa médica otorrino e ela confirmou que era uma nevralgia no nervo da ATM e que é assim mesmo, ele se irradia para várias partes da cabeça. Me passou um outro remédio (tandrilax) que me dá um sono desgraçado e por isso meu relatório de viagem ficou atrasado, já que ontem só fiz dormir. Hoje estou melhor mas minha garganta ainda dói e meu ouvido também, além de uma forte pressão na mandíbula. O pior de tudo é que eu tinha me planejado para começar o ano na segunda, com tudo certinho, começaria a estudar e tudo mais e, pra variar, quando eu quero fazer as coisas certas, sempre algo acontece que me impede. E ainda por cima não pude ir treinar nenhum dia essa semana ainda. Espero que amanhã já dê pra eu ir, afinal, já basta a semana do carnaval que fiquei sem treinar, ainda mais essa, vai ser muito tempo parada...
Mas continuando na minha semana de carnaval...

QUARTA
Totalmente renovados por uma boa noite de sono, acordamos quase no final do horário do café da manhã. Depois fizemos o check-out no hotel, pois não fazia sentido a gente pagar por um dia de estadia já que iríamos dormir em Porto de Galinhas, mas conseguimos deixar as bagagens lá guardadas e levamos só uma mochila com uma muda de roupa. Fomos informados de que havia um ônibus para Porto que passava ali mesmo em Boa Viagem ou então teríamos que ir até o aeroporto e pegar outro ônibus de lá, de qualquer maneira, qualquer um dos dois demorava um pouco para passar, então resolvemos pegar o que passa em B. Viagem mesmo. Ainda bem que o ponto tinha assento, porque chegamos lá umas 14:15 e o bendito ônibus só passou 15:30!! A gente já tava quase desistindo e indo até o aeroporto pois, pela demora, pensamos que a pessoa que tinha informado que ele passava lá tinha se enganado e que a gente iria ficar o dia inteiro ali e nada. Mas tinha um casal também esperando o mesmo ônibus e que tinham tido a mesma informação e ainda por cima disseram que no ponto do aeroporto não tinha onde sentar. Táxi para lá iria custar R$ 80,00, mas felizmente o ônibus acabou passando. Uma hora e meia depois estávamos chegando em Porto de Galinhas. Eu já estava verde de fome (e rosa de queimada do dia anterior, viva Mangueira!) e fomos direto procurar um restaurante. A coincidência é que mais uma vez dividimos o almoço com o mesmo cara que encontramos em Olinda. Até tinha me esquecido de dizer o nome dele: Bráulio. Eu fiquei com vontade de perguntar se ele ouvia muitas gracinhas por conta do nome, mas fiquei com vergonha e não perguntei. Almoçamos então no restaurante "Peixe na Telha" e eu, é claro, pedi um peixe na telha. Estava maravilhoso, o pirão que acompanhava, arrisco até a dizer que estava mais gostoso do que o próprio prato principal. Pedimos também uma moqueca de camarão que estava excelente também. Esse restaurante fica à beira da praia e, como a maré estava cheia, a água bate na murada e entra dentro do restaurante, muito legal.
Com a barriga cheia eu pude apreciar a cidade e começamos a procurar uma pousada. Conseguimos uma bem legal e que deixou a gente fazer o check-out no dia seguinte às 18 horas, pois o horário para se fazer isso é sempre 12hs e se vc ficar depois disso tem que pagar outra diária. Na verdade a gente pagou só uma taxinha a mais, que no fim das contas saiu o mesmo preço da diária de uma outra pousada que tínhamos visto. Depois de nos acomodarmos fomos dar umas voltas pela cidade que é cheia de lojinhas muito maneiras de artesanato, entre outras. Eu que não me considero uma pessoa consumista, fiquei com vontade de sair comprando um monte de coisas. Dava vontade de trazer presentes para todos os meus parentes e amigos, mas a única coisa que eu comprei foi uma saída de praia que eu usei como camisola pois tinha esquecido de levar roupa para dormir. Na próxima vez, quem sabe eu não volto pra lá com o bolso recheado?
Já era de noite e ouvimos que iria ter o "Bloco do Batatinha", ficamos ali circulando até que o bloco apareceu. Primeiro veio um carro de som tocando uma música, depois passou uma banda de frevo, tocando outra e atrás, um trio elétrico, tocando outra ainda. Não entendi nada, mas pelo visto as três coisas juntas eram o bloco do Batatinha. Eu não sei exatamente o porque desse nome mas era engraçado que eles ficavam jogando saquinhos de batata frita de cima do trio elétrico e o povo se acotovelando embaixo pra tentar pegar, em sua maioria crianças, mas muito adulto também. Parecia o Cassino do Chacrinha, "quem quer bacalhau?". Eu fiquei um pouquinho no bloco, mas não quis ir seguindo muito. Já eram umas 22:30 e resolvi voltar pro hotel e dormir. Meu irmão ficou mais e chegou depois de madrugada completamente bêbado. Aliás, depois desse carnaval eu provei para mim mesma que é totalmente possível se divertir sem beber, não fiquei bêbada nenhum dia e nem por isso deixei de pular, de brincar. Foi aliás um dos melhores carnavais que eu já passei e o primeiro em que eu não bebi nada. Confesso que nos primeiros dias achei que eu não conseguiria me divertir sem encher a cara, como todo mundo faz, mas depois vi que estava enganada e fiquei muito feliz. Não virei nenhuma crente puritana, apenas não tenho sentido mais vontade de beber. Se amanhã eu tiver vontade, vou beber sem problema nenhum. Não é uma resolução do tipo "nunca mais beberei", mas enquanto eu não tiver vontade não vou beber. Mais ou menos como uma amiga minha que é vegetariana. Ela não resolveu parar de comer carne por ideologia ou outro motivo além do que o simples fato que ela não tem vontade de comer carne e se algum dia ela tiver vontade, vai comer. Simples assim.

Amanhã... Um dia de sol perfeito em Porto de Galinhas e Maracaípe e eu tirando onda de surfista.






14.2.05

TERÇA
Não vou descrever aqui minhas primeiras impressões do Recife antigo porque o tempo que passamos lá na noite de segunda foi muito rápido e eu estava muito cansada para achar alguma coisa. Então vamos logo ao que interessa!
Terça-feira de carnaval, oba!! Super café da manhã no hotel, mil vezes oba!! Uma das coisas que eu mais gosto quando viajo e fico em hotel ou pousada é o café da manhã, me esbaldo naquela mesa repleta de quitutes e meu café vira um almoço de respeito. Depois de muitas qualidades de pães, bolos, muita tapioca, mungunzá, frutas, sucos etc... lá fomos nós pegar um ônibus para Olinda. Eu não tinha fantasia mas meu irmão foi fantasiado, não sei bem se de pirata ou de cigano, até hoje ainda não sei... Já de dentro do ônibus eu pude ter uma idéia do clima do local, entrou no ônibus um grupinho de meninas, todas com a mesma fantasia, feita por elas mesmas. Estavam de carteiro e levavam uma plaquinha no pescoço dizendo: "promoção de carnaval: selo grátis". Engraçado que depois até cheguei a encontrar esse grupinho de novo sentado numa mesinha de um barzinho lá e não estavam com a melhor cara do mundo, acho que a promoção não deu muito resultado...
Chegando em Olinda ainda tivemos que andar um bocado porque a partir de um certo ponto o trânsito estava interrompido. O dia estava lindo, um sol daqueles, céu azul e muito calor, ainda bem que tínhamos passado protetor solar. Fomos até uma casa que uns amigos do meu irmão costumam alugar para ver se eles estavam por lá e realmente os encontramos. Era pra gente ter ficado hospedado lá, mas como meu irmão decidiu viajar em cima da hora, acabou que não conseguiu entrar em contato com eles pra ver se teria vaga na casa. Ela fica num local muito bem localizado, perto dos "quatro cantos" que é um pedaço por onde passam todos os blocos, mas ao mesmo tempo ela não fica de frente para a muvuca pois fica numa ladeirona íngreme (acho que é a subida da Sé) e a muvuca ao invés de subir o ladeirão, desce pros quatro cantos.
Muita gente fantasiada, fantasia de banheiro, de super isso, super aquilo, muito divertido. Dava vontade de tirar foto com todo mundo. Parece que o povo fica o ano todo pensando qual vai ser a próxima fantasia e que a cada ano ela tem que ser mais engraçada.
Você olha para as ladeiras e só vê aquele mundo de gente pulando e brincando elá vamos nós junto, é frevo, é maracatu, tem até samba. E dá-lhe sol na cabeça! Meu irmão ficou igual um pimentão e eu fiquei com a marca da camiseta, que raiva! Sobe ladeira, desce ladeira, pulando e dançando, empurrando e sendo empurrado, mas tudo é festa. Não vi uma briga, uma confusão, apesar da muvucada, o clima é bem diferente do dos blocos aqui do Rio que você vê uma certa maldade nas pessoas que vão te rebocando com intenção de criar confusão. Lá, apesar do povo te empurrar, pisar no pé, tudo igual aqui, é uma atmosfera diferente, sem falar que aqui parece que a principal intenção das pessoas que vão aos blocos é beijar na boca, lá a impressão que eu tive é que isso é conseqüência, a primeira intenção é brincar o carnaval, claro que se rolar, beleza, mas o astral não é só esse.
Depois de algumas horas a fome começou a bater forte e fomos comer uma macaxeira num botecão famoso lá, o "Casa de Noca". Sentamos numa mesa e tinha um cara sozinho na mesa ao lado. Acabamos dividindo o prato com ele porque lá a porção é tão bem servida que a "meia" porção deu pra nós três tranqüilo. A porção inteira acho que dá pra umas 6 pessoas. Vem um pratarrão de aipim cozido com manteiga e queijo ralado, 3 bifões de carne de sol e um pedação de queijo de coalho assado, tudo uma delícia. Eu achei que seria sem graça comer aipim cozido, mas dei o braço a torcer porque aquela "macaxeira" tava uma coisa de louco de boa, derretia na boca de tão macia... Tá me dando água na boca até agora!
Depois do almoço deu uma lesera e voltamos pra casa dos amigos do meu irmão para dar um tempinho. Fomos então procurar um lugar lá (que eu esqueci o nome) onde estava rolando o encontro dos bonecos, que eu tava louca pra ver. Acabou que a gente chegou lá e já não tinha mais boneco nenhum, uma pena... Claro que sempre que se desloca demora um tempão pelas muvucas do caminho e também porque se vai parando pra seguir um ou outro bloco ou para esperar passar. Às vezes dá pra cortar caminho por um daqueles bequinhos, mas aí é bom, fechar o nariz porque o fedor de xixi é sinistro.
Quando deu umas 19hs resolvemos ir embora porque à noite lá em Olinda não é tão legal e realmente o clima já estava ficando meio esquisito, o pessoal muito doido na rua. Ainda pegamos o iniciozinho do "Eu acho é pouco" mas logo fomos embora.
Mas ainda não acabou! Banho e um pouquinho de descanso e pegamos uma carona para o Recife antigo com nosso colega blogueiro Luiz Benevides que estava por lá se esbaldando com sua parentada. Começamos a ver o show do Antônio Nóbrega mas eu achei muito paradão e saí com meu irmão para ver outras coisas. Achamos uma orquestra de frevo que estava divertidíssima e pulei muito. Depois seguimos um bloco muito legal de maracatu que tinha muita gente tocando, a pressão dos tambores é muito maneira e tinha também umas mulheres com uns vestidos de saia rodada que iam atrás, tinha um cara também fantasiado de rei. Pena que eu não tinha levado a câmera e não pude tirar fotos. O lance é que levar a máquina pra esses lugares de muvuca é meio estressante e vc acaba não curtindo tanto, fica preocupado, porque afinal de contas lá também tem roubos, ainda mais a turistas. Depois voltamos pro marco zero para ver o show do Alceu Valença que foi muito legal, super animado. Acabou que a gente não conseguiu se reencontrar com o Luiz, mas de qualquer maneira, agradeço novamente pela gentileza dele e do primo pela carona na ida. No final do show eu já não conseguia mais pular nem fazer nada, só balançava a cabeça e voltamos então pro hotel dormir e sonhar com a continuação desse dia maravilhoso.

Amanhã, rumo a Porto de Galinha que disputa agora com Ilha Grande pela posição de lugar mais lindo que eu já fui na minha vida! (preciso voltar de novo lá pra me decidir!)






12.2.05

SEGUNDA
Chego em casa do desfile e ainda vou assistir a Unidos da Tijuca. Acabo adormecendo no meio da Tradição, lá pelas 5 da manhã. Às 11hs meu irmão vem me acordar dizendo para eu fazer minhas malas. Eu sou enfática e digo que não vou, que já está decidido, não adianta ele insistir porque eu não irei para Recife com ele. Volto pra cama mas não consigo dormir. Levanto e vou conversar com minha mãe, peço conselhos. Na verdade queria que ela me proibisse de ir, mas foi justamente o contrário que ela fez. Começo a chorar cheia de medo e de dúvidas. Que porcaria de insegurança é essa que me bateu? Eu sempre amei viajar mas recentemente toda vez que há essa possibilidade me dá medo. Não pude deixar de pensar o quanto me afastei das coisas que gosto e do que sou. Desde o primeiro momento em que ele resolveu que iria viajar e me convidou, alguma coisa me impediu de dizer na hora que sim. Eu sempre quis ir, mas uma nuvem de razoabilidade ficava me assombrando e impondo um monte de obstáculos para não ir: meus gatos, meus treinos, é muito dinheiro, estou cansada... Meu irmão que é um cara teimoso, ficou insistindo que eu iria com ele, que ele não queria ir sozinho e acabou, mesmo com meus protestos confirmando a reserva e comprando a passagem pelo telefone. Já era meio-dia, meu vôo sairia às 15:30 e eu ainda estava de camisola. Ainda meio atordoada fiz minha mala, coloquei 4 vezes mais roupa do que precisaria e engoli meu almoço. Meu padrasto iria me dar uma carona mas ele demorou tanto que eu tive que pegar um táxi. Por um triz que eu não perdi o avião. Cheguei no aeroporto 15:10 e eles já estava fechando o embarque. A moça do check-in saiu correndo comigo pelo aeroporto e em menos de 2 minutos já estava sentada dentro do avião que saiu pontualmente às 15:30.
Cheguei em Recife às 18:40, mas como lá não tem horário de verão, era 17:40. O aeroporto é muito perto e de lá peguei um táxi para o hotel que já estava reservado. Para se ter uma idéia da distância, daqui de Copacabana para o Galeão gastei R$ 35,00, lá foi R$ 10,00, fora o fato da bandeirada do táxi ser mais barata. O hotel é muito bom, 4 estrelas e fica de frente para a praia, mas o ponto da praia em que ele fica (primeiro jardim), não é tão bom, em termos de praia. A praia de Boa Viagem é enorme, como se fosse Leblon, Ipanema, Copacabana e Leme, mas tudo junto. Infelizmente não deu tempo de curtir a praia num ponto mais legal. Interessante que ao longo da Orla tem umas placas dizendo "Cuidado Tubarão", mas mesmo assim o povo entra na água.
Eu precisava esperar meu irmão chegar e resolvi dar uma volta no quarteirão e achar um restaurante para jantar, só que começou a chover e voltei pro hotel. Acabei jantando por lá mesmo, depois subi pro quarto pois ainda estava com o sono bem atrasado. Acordei com meu irmão batendo na porta do quarto, troquei de roupa e fomos até o Recife antigo. Não ficamos muito tempo pois achamos melhor não dormir muito tarde para poder aproveitar melhor o dia seguinte. Estávamos de volta umas 2 da manhã (mas 3 do fuso horário do RJ).

A seguir... O carnaval nordestino realmente começa para mim em Olinda.



DOMINGO
Passei a tarde toda consertando coisas na fantasia que foi meio mal acabada e tem peças soltas, caindo. Também precisava acolchoar melhor o chapéu, se não ele iria machucar minha cabeça. À noite, fui me encontrar com minha prima e tia no metrô para irmos juntas. Minha tia estava uma pilha de nervos, achando que iríamos chegar atrasadas. Chegamos lá meio em cima da hora mas não atrasadas. A Escola começou a entrar, a gente vai andando naquela rua da concentração. As pessoas do lado de fora da grade dão gritos de apoio e de campeã, a Mangueira tem muitos fãs. Vai chegando cada vez mais a curva pra entrar na Sapucaí e o coração vai acelerando. Depois da curva, seja o que Deus quiser!
Pronto, entramos. Agora não sou mais eu, não é mais uma avenida, é um show do qual eu faço parte e dentro do que me cabe, uma responsabilidade que envolve um grande trabalho. Então vamos lá, fazer o mehor possível aquilo que ensaiamos tão exaustivamente. Tenho que cantar a plenos pulmões, fazer os passos com o maior esmero e transmitir toda a alegria, é preciso contagiar o público. Mas tudo o que vejo são rostos atentos porém desanimados. Onde estão os gritos de campeã? Onde estão os aplausos? Vou pular o mais alto que eu puder na hora do refrão, vou levantar essa arquibancada... Nada... A escola está indo muito rápido, desse jeito nossa passsagem pela passarela vai durar uma meia hora... Eu ouço uma voz: "Regina! E a coreografia 3??" Olho para a coreógrafa que balança a cabeça negativamente. Acabou. Chegamos na Apoteose, os diretores de harmonia tensos, o relógio está correndo. Falta pouco, será que o tempo vai estourar? Não corram! Mas andem rápido! Passem logo!! Anda com esse carro!
Deu tempo. Mas para nós, da última ala, com grandes pretensões, ficou a frustração de não poder mostrar tudo o que havíamos ensaiado e de ver uma platéia desanimada, talvez por um desfile sem tanto brilho e que por isso já estivesse pensando na escola que viria em seguida. Quem sabe no desfile das campeãs a gente possa se sair melhor, mas aí já vai ser um pouco tarde. Quem sabe no próximo ano?






7.2.05

Muitas e muitas coisas para contar... Como foi o desfile, como foram os blocos. Mas o mais importante é que estou escrevendo estas palavras de um hotel em Recife! Foi uma viagem totalmente não planejada. Meu irmão cismou ontem que queria vir pra cá e curtir o carnaval de Olinda e praticamente me obrigou a vir com ele. Pra falar a verdade eu fiquei bastante na dúvida e só resolvi que viria mesmo hoje às 11 horas da manhã. Arrumei minha mala e vim-me embora. Cheguei aqui às 17 horas e agora estou esperando meu irmão chegar pois ele não conseguiu passagens no mesmo horário. Amanhã vamos começar a passear por aqui e por Olinda e acho que na quarta ou quinta vamos a Porto de Galinhas. Agora, o melhor de tudo isso é que eu não vou gastar um centavo sequer. meu irmão vai me bancar totalmente! Como é que eu pude ter dúvidas, meu Deus?
Bem, deixa eu ir lá, se puder vou dando notícias, se não, só na volta. Vou ter bastante foto pra colocar no flog! Bom restinho de carnaval pra todo mundo!






4.2.05

Hoje comecei um tratamento com acupuntura e auriculoterapia. Sempre quis fazer mas nunca tinha tido a ($)oportunidade($). Em troca das consultas vou fazer o site da clínica. Na verdade ele já está pronto, eu já havia feito ele no ano passado mas só agora que vou começar a ser "paga" pelo serviço e tem algumas modificações para serem feitas além da atualização. Eu acho fantástico essa coisa de escambo, a gente deveria investir mais nesse tipo de troca econômica, acho bem mais interessante. Tem uma amiga que está trocando massagens pela arte do material de divulgação do terapeuta, minha mãe troca consultas (ela é dentista) com um outro acupunturista, meu professor de kung-fu troca aulas por serviços com alguns alunos e por aí vai... Seria legal se todo mundo pudesse trocar serviços e ir vivendo feliz, sem se preocupar tanto com dinheiro. Coisa mais utópica, não?







Todo ano é a mesma coisa. Eu digo pra mim mesma que não vou ver o Big Brother e acabo vendo, o mesmo acontece com as novelas. Nesse último BBB a coisa tá absurda, eu nunca vi um programa com tanta gente mau-caráter junta e fazendo jogo desde a primeira semana. Nos últimos programas as pesssoas procuravam interagir mais no início e os grupos separados e seus joguinhos só começavam a ficar mais evidentes do meio pro final. Mas dessa vez, a maioria do pessoal já entrou com o espírito competitivo no máximo grau e me vejo agora torcendo que nem uma louca por uns e odiando de morte outros. Ontem quando o Jean ganhou a liderança eu gritei e vibrei como se meu time tivesse ganho de goleada (o que nã tem acontecido muito ultimamente, diga-se de passagem, mas deixa esse assunto pra lá...). Da mesma maneira eu vibrei com a saída do Giuliano com 87% de rejeição. Minha mãe diz que é um programa de apologia ao ócio e que não se tira nada de bom, fora a decoração da casa e dos jardins, mas eu gosto, podem me chamar de fútil! Agora uma coisa é certa, é um programa que só é legal de ser visto com a edição. A vida real não tem graça nenhuma.






3.2.05

Hoje aconteceu uma coisa curiosa quando fui almoçar. Nas primeiras garfadas eu senti uma angústia muito grande e uma vontade de chorar danada, não tinha motivos para me sentir assim. Me lembrei então de uma história.
Era uma vez na Índia um rapaz que foi condenado à morte. Ele foi preso e enquanto aguardava o cuprimento de sua pena, era semanalmente visitado por um religioso. Certo dia o religioso lhe perguntou como estava passando e ele lhe disse que estava muito angustiado pois diariamente na última semana ele sonhara que estava matando a sua mãe. Esses sonhos o estavam perturbando pois ele a amava muito. O religioso então, meditou sobre o assunto e ao conversar com o diretor da prisão descobriu a causa dos sonhos do rapaz. O cozinheiro havia sido substituído na última semana por um homem cujo crime fora o homicídio da própria mãe. O religioso pediu então que outra pessoa preparasse as refeições do rapaz e a partir de então ele pôde novamente dormir em paz e não ser mais atormentado por aqueles pesadelos.
Ele era uma pessoa muito sensitiva que captou as energias transmitidas por aquele homem ao preparar as refeições. Quem faz uma comida passa para o alimento energias positivas ou não, dependendo do seu estado de espírito. Talvez tenha sido isso o que aconteceu hoje. Quem fez a comida deveria estar se sentindo mal ou com alguma angústia e talvez tenha transmitido esses sentimentos. Vai saber...







Olha só o que eu falei sobre as orixás que regem esse ano: na Austrália a pior enchente dos últimos 150 anos e na Guiana a pior de todos os tempos, sem falar no maremoto da Ásia... Pelas previsões, mais catástrofes vêm por aí. Queria saber qual o aspecto positivo...







Carol, grande amiga, me falou uma parada outro dia que é uma grande verdade. Disse que quando seu ex-namorado demonstra estar mais apaixonado pela atual namorada, como é meu caso, do que estava por você, não quer dizer que você seja melhor ou pior do que ela, apenas que ela é mais compatível com ele do que você era. Acho que isso se encaixa como uma luva, mas é difícil afastar o sentimento de inferioridade. O que posso fazer é esperar ter a mesma sorte... E aqui encerro o assunto.






2.2.05

É incrível como a Beija-Flor tem a mídia, com mais intensidade a Globo, babando seu ovo! Eu tenho simpatia por todas as escolas de samba mas a Beija-Flor é a única que eu não gosto, que eu tenho antipatia. Não tenho nenhuma explicação racional para isso, sei lá, acho que é uma escola que destoa das outras, quando perdem, acusam Deus e o mundo de roubalheira, fazem escândalos, é cheia de gente marrenta. Agora eles estão tirando onda com a possibilidade de serem tricampeões, grande coisa! Imperatriz já foi tricampeã, Mangueira também e a Portela, não só é a escola com mais títulos, como também já foi pentacampeã (de 1943 a 1947) e tetracampeã (de 57 a 60). Portela com 21 títulos, Mangueira, super campeã em 84 e com 17 títulos, agora vem Beija-Flor querer tirar onda com míseros 7 títulos e com um bicampeonatozinho? Além disso, uma escola que já desceu pro grupo 3 que só se firmou entre as grandes depois da criação da Liesa, vir cantar de galo, fala sério... Tem que comer muito feijão com arroz! Outra parada que me irrita na Beija-Flor são os sambas-enredo. Ficam colocando umas palavras em outras línguas pra quê? Tipo: "com tubichá e o feitiço de crué na yvy maraey aiê...povo de fé"... Isso é pro povo aprender tupi?
Só pra completar, Site da Liesa: liesa.globo.com, sei que não tem nada a ver, que qualquer um pode hospedar seu site na Globo.com, mas é muita bandeira, não é não? Vão pagar um domínio próprio oras!






1.2.05

Impressionante como tem chovido desde o início do ano! Depois de pensar isso eu me lembrei que esse é um ano regido por 4 orixás femininos e as 4 são das águas. São elas: yemanjá, oxum, nanã e yansã, a primeira é das águas salgadas, a segunda das águas doces, nanã é das águas profundas, dos lodos e yansã dos ventos e tempestades. Dizem que será um ano de muita chuva e desastres por conta delas. Como dizem por aí, "jo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay", eu não acredito totalmente nessa história de previsão espiritual mas também não desacredito e quando vejo o tanto que já choveu esse mês, não posso deixar de me lembrar dessa história. Vamos ver até o fim do ano como vai ser. Enquanto isso... Dá-lhe tomar chuva nos ensaios da Mangueira, não sei nem como é que eu ainda não peguei uma gripe de tanto tomar banho de chuva. Só espero que no dia do desfile as águas dêem uma trégua.

PS: Se alguém quiser ou souber de alguém que queira comprar uma fantasia, dá uma olhada no meu flog que eu tô vendendo uma.