29.7.05
Ontem eu entrei no meu inferno astral... Tava demorando. Argh!!!
posted by JULIANE at 16:26
28.7.05
Uma coisa impressionante é a imagem que nosso maravilhoso Rio de Janeiro tem em outros lugares do Brasil. E o pior é que muita gente daqui colabora pra que essa imagem se perpetue e só aumente. Eu poderia dizer que 99% das pessoas que não moram no Rio acham que quem aqui mora vive numa guerra civil, desviando de bala a todo momento, que se sair na rua será certamente assaltado, estuprado, seqüestrado e outras barbaridades mais. Não sou uma alienada, sei que a violência existe e tudo o mais, mas não conheço ninguém que deixe de fazer o que costuma fazer por causa disso. Não conheço ninguém que diga, "ih, hoje à noite eu não vou encontrar com você naquele barzinho porque estou com medo da violência". Outro dia aquele boçal do Jair Bolsonaro foi falar no Jô Soares que "ninguém mais sai para jantar à noite no Rio de Janeiro", em que Rio de Janeiro ele vive meu Deus??? Sinceramente, o Rio que eu vejo na televisão parece outro lugar, eu simplesmente não vivencio esse clima que eles mostram a cada dia nos telejornais. Você pode até dizer que pra mim, que moro na zona sul, é muito fácil falar isso, mas eu vou todos os dias à Tijuca, por exemplo, um bairro da zona norte enfiado no meio de um monte de favelas e também por lá a coisa não é tão preta assim como pintam. Antes de freqüentar a Tijuca, eu tinha pavor de ir pra lá, achava que teria 100% de chances de ser assaltada. Claro, era o que eu via nos jornais, tiroteiros, arrastões, assaltos, sempre na Tijuca. Eu não ouço tiroteios nos milhões de morros que cercam a Tijuca? Ouço sim. Já não ouve um assassinato na esquina da minha academia? Sim, houve. Mas e daí? Fora os tiroteios, que, infelizmente acontecem, mas que só perturbam meus ouvidos pois acontecem só nos morros, assaltos e assassinatos acontecem em qualquer grande cidade desse país, por que logo no Rio eles gostam de pintar a coisa mais preta? Não estou dizendo que essas coisas sejam normais ou que não tem problema que aconteçam, apenas que não é tão diferente assim de outras capitais.
A essa altura quem estiver lendo isso deve estar pensando que eu sou uma alienada, que não sei do que estou falando. Pode ser... Mas o fato é que eu não moro em favela, apesar de ter uma a menos de 500 metros do meu prédio, não vivo aterrorizada pensando em bala perdida, não saio na rua com medo de ser assaltada, não deixo de fazer nada por causa da tal violência. A impressão que eu tenho é que é meio que uma moda falar mal do Rio e se existe violência (em momento algum eu neguei que ela exista) então vamos fazer ela parecer ser pior do que já é. Como eu disse, não moro no Complexo do Alemão, na Rocinha ou na Favela da Maré. Por lá pode até ser que a coisa esteja preta, mas eu nunca saberei tendo por informação apenas o que aparece nos jornais. Simplesmente não dá pra se ter noção porque eles sempre fazem parecer que está tudo um caos.
Daí eu faço uma viagem e vejo todo mundo perplexo, querendo saber como eu agüento viver num lugar tão violento. Lembrei então da série Desejo de Matar com Charles Bronson que sempre tinha um bairro extremamente violento, onde as pessoas mal podia sair nas ruas. Acho que o povo pensa que vivemos assim por aqui. Eles não sabem dos dias lindos de sol na praia, das trilhas nas montanhas a menos de 30 mintuos da porta da sua casa, dos papos nos barzinhos ao ar livre, com ou sem música ao vivo, dos passeios na Lagoa, no Jardim Botânico, pic-nic no Parque Lage, os barzinhos da Lapa e tantas outras coisas maravilhosas pra se fazer nessa cidade que não há bandido ou medo de bandido desse mundo que vai me fazer deixar de aproveitar. Só acho uma pena que essa cidade realmente maravilhosa, que eu adotei como minha, esteja sofrendo de fato com a realidade, mas que esteja sofrendo mais ainda com a destruição de sua linda imagem. Eu me recuso a participar disso e sempre que me perguntarem eu vou dizer: sim, o Rio tem violência, mas continua sendo uma cidade maravilhosa, um lugar muito bom de se viver e de se visitar, eu realmente amo essa cidade!
posted by JULIANE at 13:53
26.7.05
Estava lendo a última Superinteressante e tem lá uma entrevista com um filósofo chamado Lou Marinoff. Achei muito interessante um trecho da entrevista:
"
No século 20, a ciência e a tecnologia mudaram radicalmente as nossas vidas em termos de transporte, medicação, comunicação. A desvantagem de tudo isso é que as pessoas tornaram-se muito dependentes de recursos fora delas mesmas. Elas acham que as respostas para seus problemas chegarão de alguma fonte externa - e que a ciência e a tecnologia vão resolver tudo. Imaginam que haja uma pílula que resolva problemas de relacionamento, uma para isso, outra para aquilo. Isso não faz sentido. Devemos nos fortalecer e desenvolver nossas fontes internas".
Parece realmente que as pessoas de uma maneira geral deixaram de se ocupar de si mesmas no que diz respeito às seculares perguntas: quem sou eu, por que estou aqui... Realmente a filosofia faz falta, ninguém procura muito refletir mais profundamente sobre si e sobre o mundo, parece que fazer esse tipo de coisa é cansativo demais. Andam todos ocupados demais seja com o trabalho, seja com o lazer. Porque o lazer em certas horas vira uma obrigação. É aquela sensação de que você TEM que sair naquele fim de semana, porque você tem que aproveitar ao máximo seu tempo livre. É até engraçado como as pessoas ficam ansiosas para que o fim de semana chegue e, quando ele chega, se entopem de tantas atividades que, quando chega a segunda de novo, já estão cansadas.
Entrar em contato consigo, desligar o computador, a televisão, ficar em silêncio, pensar em si... Nada disso está muito em voga, afinal, os compromissos diários são sempre imperativos. Estar consigo dá medo, é melhor conviver com as imagens que criamos de nós mesmos. Elas são sempre mais agradáveis do que a realidade. Como já dizia um professor meu, citando Lacan, o contato com o real é insuportável. Pra mim, esse real é estar frente a frente consigo, desnudo, sem desculpas ou julgamentos. Não sei se isso é inteiramente possível mas a cada vez que uma verdade é colocada na nossa frente e que realmente a vemos, é de fato bastante doloroso.
A última vez que isso aconteceu comigo foi quando me dei conta de que nessa vida nós nascemos e morremos sozinhos. No dia em que eu realmente me dei conta disso, sofri muito, como se estivesse saindo do ventre da minha mãe novamente (o lugar, aliás que acredito ser o único em que não estamos sós). Aos poucos, desde esse dia, procuro me acostumar melhor com esse fato e acho que, a partir do momento em que aceitar totalmente isso, minha vida passará de um degrau para um outro mais acima. Quando digo que nascemos e morremos sozinhos, quero dizer que nosso caminho é trilhado somente por nós e mais ninguém é capaz de nos substituir nessa missão. Pessoas caminharão ao nosso lado por um determinado período de tempo (que nunca é eterno), mas, mais dia, menos dia, elas deixarão de caminhar ao nosso lado para trilhar outros caminhos. E nós vamos continuar na mesma estrada. Mais à frente, outras pessoas nos encontrarão, até que no fim da estrada, ao fazer a passagem, estaremos mais uma vez a sós, ninguém estará conosco passando para o outro lado. Mas essa verdade não era para ser algo triste, ruim, pelo contrário. Nos dá a tranqüilidade para deixar quem quer que seja sair de nossas vidas sem maiores dramas e entrar nelas também. Acho que é aí que reside a virtude de não se deixar apegar às pessoas, algo que, infelizmente, ainda não aprendi a fazer e acredito que a maior parte das pessoas também não. Mas, como dizem, toda grande jornada se inicia com um passo e esse primeiro passo acho que já dei, que é ao menos saber, agora só falta me convencer para conseguir praticar.
posted by JULIANE at 20:17
23.7.05
De volta, de volta!!!
Depois de uma semana de muita praia e sol (desculpa aí a galera que ficou no Rio pegando frio e chuva! hahahahahaha!!), estou de volta ao lar doce lar. Viajar é muito bom, mas voltar pra casa também é uma delícia.
Gostei muito de Natal, é uma cidadezinha bem bonita e tem lindas praias, o povo é muito simpático e receptivo. Aos poucos vou colocando fotos no fotolog e contando o que eu fiz por lá.
Agora, é acabar com essa moleza e voltar à realidade. Pensei muito nesses dias que passei de férias e resolvi que preciso cuidar das questões práticas e depois pensar no meu sonho. Por isso, resolvi de uma vez por todas parar de brincar e levar a sério de verdade o estudo. Até agora tenho tido um posicionamento muito infantil e já passei da idade de ter esse tipo de comportamento. Sei que se me dedicar com afinco consigo passar num bom concurso e aí sim, depois de estar com a vida mais estabilizada poderei seguir naquilo que gosto mesmo. É muito fácil agora que tenho todo o apoio da minha família pensar só pelo lado emocional, mas não sou mais nenhuma adolescente, minha mãe não tem boa saúde, minha avó já está velhinha, não posso contar com elas por muito tempo. Sendo assim, vou fazer o que é preciso para depois poder fazer o que quero.
O lado bom disso tudo é que quando eu decido um troço eu sou teimosa e geralmente consigo. Mãos à obra e me aguardem, logo logo minha vida vai mudar.
posted by JULIANE at 17:38
11.7.05
Pronto! Agora sim! Já está comprada a passagem, sexta-feira estarei embarcando para Natal! Peguei milhagens da minha mãe e do meu irmão e vou-me embora pra aquelas bandas! Agora é torcer para não chover porque está na época de chuvas, mas tudo bem, mesmo que chova vai ser legal, só de sair dessa friaca aqui já tá valendo. Adoro viajar, adoro o Brasil!!! Então, algumas providências têm que ser tomadas, cortar cabelo, depilação (tô parecendo uma perua falando! hahahahahaha!), pedir pra alguém gravar as aulas que eu vou perder no curso, malas...
Na volta, espero ter muitas novidades pra contar e principalmente, muitas fotos!!!
posted by JULIANE at 14:07
6.7.05
Muitas coisas a fazer essa semana e na próxima... Vou viajar mas prefiro dar mais detalhes quando estiver tudo certo.
Coloquei uma foto do último campeonato no meu fotolog, amanhã coloco outra...
posted by JULIANE at 14:56
1.7.05
Conhecem uma lenda a respeito da pintura da Santa Ceia? Segundo essa história, Leonardo Da Vinci estava com dificuldades em retratar a imagem de Jesus e de Judas. Procurava um modelo ideal que retratasse a bondade e outro que retratasse a maldade. Foi fazendo a pintura e deixando apenas esses rostos para serem completos quando enfim achasse a imagem perfeita. Um dia, assistindo a um coral, viu um belo jovem, de bonitas feições, olhos brilhantes e angelicais e nele encontrou a face que estava procurando para o rosto de Jesus. Passaram-se três anos e Da Vinci ainda não conseguira encontrar alguém para posar como Judas. A Igreja o pressionava para que terminasse de uma vez a obra. Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta. Achara finalmente seu modelo para o Judas. Da Vinci copiava as linhas endurecidas e maltratadas, como representativas da maldade, do egoísmo, da impiedade, tão bem delineadas na face do mendigo, que mal conseguia parar em pé de tão bêbado.
Quando terminou, o jovem, já um pouco refeito da bebedeira, abriu os olhos e notou a pintura à sua frente. Disse então, numa mistura de espanto e tristeza:
- Eu já vi esse quadro antes!
- Quando? Perguntou, surpreso, Da Vinci.
- Há três anos atrás, antes de perder minha família e tudo que eu tinha. Nesta época, eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.
Moral da história: o bem e o mal têm a mesma face, depende apenas de quando cruzam o seu caminho.
Nada mais taoísta do que isso! É o prórpio Yin e Yang: nada é completamente bom ou ruim, claro ou escuro, nada é completamente Yin ou Yang e é com esse pensamento que podemos explicar tudo na vida. Desde fênomenos cósmicos a doenças e problemas emocionais. Os chineses da Escola Naturalista eram grandes sábios e se pudermos aplicar, juntamente à teoria do Yin e Yang, os ensinamentos de Buda, podemos trilhar um lindo caminho na vida.
Por isso, procuro trilhar o caminho do meio, sabendo que mesmo aquilo que achamos ser muito ruim possui algo de bom e sempre que achamos que algo é muito bom conterá também aspectos ruins. A vida é simples assim, a gente que gosta de complicar! E como gosta!
posted by JULIANE at 15:25