30.10.05
Era para eu ter ido para o sítio esse fim de semana, mas pela chuva que caiu, os planos foram modificados em cima da hora e acabei ficando por aqui mesmo.
Aliás, domingão de chuva... Acordei cedo (por volta das 6 horas) e agora estou aqui enrolando um pouquinho pra ir pra academia. Depois, pro almoço, vou experimentar fazer strognoff de soja, tenho uma receita aqui que parece boa. Infelizmente jogo do Flu hoje, só pelo pay per view... Então, das duas uma, ou vou conseguir estudar ou, o que é mais provável, vou ficar fazendo uma coisinha ou outra sem importância. Daí vou chegar rapidamente ao fim do dia e se me perguntarem o que eu fiz hoje, não saberei dizer exatamente o quê. Só conseguirei dizer: hoje eu não fiz nada. Eu tenho uma facilidade incrível para preencher meu tempo fazendo nada. Nem eu sei como explicar mas eu ocupo muito eficientemente minhas horas sem fazer nada de substancial, nada que importe. Mas vamos lá! Sejamos otimistas! Talvez meu dia hoje seja diferente, talvez eu consiga estudar, ler um livro ou fazer alguma coisa útil e que eu posssa me lembrar ao fim do dia.
Uma vez eu recebi um e-mail dizendo do porquê, à medida que vamos ficando mais velhos, parece que o tempo corre mais rápido, que os anos passam mais ligeiros. Isso aconteceria porque nossa mente procura apagar as nossas ações repetidas. Já pensou se nos lembrássemos de todos os passos que damos, de todas as vezes que saímos de casa para o trabalho, escola ou faculdade e por onde passamos, todos os dias por aquele mesmo caminho? Quando éramos pequenos, o tempo parecia correr mais lentamente pois nosso dia-a-dia era composto de mais novidades. Aprendíamos e fazíamos coisas novas com mais freqüência. À medida que vamos ficando adultos as tarefas repetitivas vão sendo mais freqüentes do que as novidades e, portanto, seria por isso que teríamos a impressão de que o tempo corre mais rápido. A solução para isso seria procurar fazer coisas novas, aprender coisas novas sempre que possível. Sair da rotina, surpreender nossa mente o tempo todo. Assim, ao fim do ano teríamos muita coisa para lembrar e não nos pareceria que ele passara tão rápido.
Acho que a idéia desse e-mail é bem legal e me parece ser verdadeira. Tudo bem que ainda existe o problema de tudo hoje em dia correr numa velocidade assombrosa, mas isso é sempre muito relativo. Quando os carros foram inventados, eles não passavam de, sei lá, 40, 50 Km/h e as pessoas se assustavam com isso, diziam que os tempos "modernos" estavam cada vez mais rápidos que antes a vida era melhor, mais calma e pacata. Parece que temos sempre a tendência a sermos nostalgistas, pensar que antigamente que era melhor e me parece que sempre será assim. Mas, enfim, o fato é que, no geral, as pessoas hoje em dia se sentem pressionadas pela volocidade que o mundo corre. Eu mesma sou uma dessas pessoas. Acho que eu seria mais adequada a uma vida na roça, sem pressa, sem maiores pressões.
Mas, voltando ao assunto do e-mail, acho que é por isso que meus dias correm assim, voando. Minha vida é uma rotina sem fim, então, é claro que eu chegaria ao fim da semana sem fazer muita distinção do que aconteceu nesta ou na outra ou na outra ainda. Chega o fim do ano e não consigo dizer o que aconteceu neste ou no ano passado. Não sei nada de importante que eu tenha feito nesse ano ou em 2004 ou 2003... Mas não tem jeito, estou mesmo num beco sem saída. Para me livrar disso, só mesmo seguindo no meu planejamento e tentando me manter firme, o que tem sido extremamente difícil. Mas o meu marco será o dia da minha posse em algum órgão público. Só espero que não demore muito, já está passando da hora para eu começar a viver.
posted by JULIANE at 10:05
27.10.05
Não queria deixar pasar em branco o acontecimento dessa semana: no dia 25 morreu Rosa Parks, uma mulher porreta. Para quem não sabe, foi ela quem, em 1955, no Alabama, se recusou a deixar seu assento no ônibus para que um homem branco se sentasse. Ela estava não só cansada de um dia estafante de trabalho, mas principalmente cansada de ser tratada como os negros eram tratados naquela época nos Estados Unidos. Teoricamente ela seria
obrigada a ceder o lugar, mas não o fez, o que lhe rendeu uma prisão e uma multa. Entretanto, esse gesto, aparentemente individual e isolado, gerou um movimento enorme de defesa dos direitos humanos, desencadeando um boicote em massa de 381 dias ao sistema de transporte público, coordenado pelo, até então desconhecido, pastor Martin Luther King, que ganharia alguns anos depois o Prêmio Nobel da Paz. Esse exemplo vem nos mostrar que nossos atos individuais podem sim gerar mudanças globais. E em homenagem a você Rosa, coloco aqui a letra de uma música muito bacana do Bob Marley, outro que, através de um outro veículo, a arte da música, deu sua parcela de contribuição para melhorar nosso mundo. Vai com Deus Rosa e obrigada!
WAR
Until the philosophy which holds one race
Superior and another inferior
Is finally and permanently discredited and abandoned
Everywhere is war, me say war
That until there is no longer first class
And second class citizens of any nation
Until the colour of a man's skin
Is of no more significance than the colour of his eyes
Me say war
That until the basic human rights are equally
Guaranteed to all, without regard to race
Dis a war
That until that day
The dream of lasting peace, world citizenship
Rule of international morality
Will remain in but a fleeting illusion
To be pursued, but never attained
Now everywhere is war, war
And until the ignoble and unhappy regimes
That hold our brothers in Angola, in Mozambique,
South Africa sub-human bondage
Have been toppled, utterly destroyed
Well, everywhere is war, me say war
War in the east, war in the west
War up north, war down south
War, war, rumours of war
And until that day, the African continent
Will not know peace, we Africans will fight
We find it necessary and we know we shall win
As we are confident in the victory
Of good over evil, good over evil, good over evil
Good over evil, good over evil, good over evil
posted by JULIANE at 20:19
24.10.05
Graça a Deus esse referendo acabou e com ele acabaram as discussões pautadas muitas vezes por argumentos estapafúrdios. Saiu até nos jornais no que essas discussões acabam dando: dois amigos discutiam sobre o sim e sobre o não numa mesa de bar em Juiz de Fora - MG. O debate se tornou tão acalorado que o partidário do não sacou da arma e meteu-lhe bala no partidário do sim pra acabar de vez com o assunto. Belo desfecho!
Só para finalizar o assunto do referendo...
O que mais me entristece nessa história toda não foi o resultado prático, que eu acho que não seria muito diferente em ambos os casos. O que mais me assusta é como as pessoas estão se tornando extremistas, intolerantes, conservadoras. Estamos trilhando direitinho o caminho que Tio Sam nos ensinou.
Os ensinamentos de grandes mestres que pisaram nosso planeta, Jesus Cristo, Siddharta Gautama, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, entre tantos outros, que trouxeram mensagens e exemplos de vida de paz, compaixão pelo próximo e, principalmente, de fé na humanidade, estão sendo a cada dia massacrados pela crescente violência que se instala pouco a pouco nos corações das ditas "pessoas de bem".
Primeiramente, não consigo entender o que seja esse conceito de "pessoa de bem", em segundo, me assusta essa dicotomia extremista onde parece estarmos estrelando um filme de faroeste entre os "homens de bem" e os "bandidos". O que me faz ser uma "pessoa de bem" e outra pessoa ser um "bandido"? O que me autoriza vestir a capa de "pessoa de bem" e decidir que algum "bandido" deve encerrar sua jornada neste mundo? Que arrogância achar que, mesmo agredida, teria o direito de me "defender" agredindo?
A famosa frase de Jesus, tão mal compreendida e tantas vezes alvo de troças que quando esbofeteados, devamos oferecer a outra face, deveria ser mais praticada. Ela quer dizer o que? Na minha visão, que ao sermos agrdedidos, não devolvamos a agressão com mais agressão, com mais violência. Só o amor e a compaixão por todos os seres vivos, incluindo aí os tais "bandidos" poderá trazer a este mundo harmonia e paz para todos. Já dizia o profeta: "gentileza, gera gentileza, amor gera amor".
Mais uma vez eu digo, o que menos me importa é o resultado do referendo, o que menos me importa são os dados das pesquisas apresentadas por ambos os lados e os tantos argumentos, alguns absurdos, outros coerentes. O que me apavora é para onde as pessoas estão se dirigindo. A descrença na humanidade, a total indiferença pela vida, o individualismo ao extremo e a opinião de que esses bandidos são como animais e têm mais é que morrer (isso, aliás, é um duplo absurdo, uma vez que animais são tão dignos de vida e de compaixão quanto qualquer pessoa) fazem com que o mundo involua. Nós fomos criados para alcançar a iluminação, para a evolução. Me parece que estamos caminhando na direção contrária.
Eu acredito no ser-humano, porém, estamos a cada dia nos encaminhando para uma estrada perigosa, de intolerância, de falta de humanidade, de falta de compaixão pelo próximo. O mundo tem se tornado um lugar pior, um lugar de extremistas inflexíveis que não conseguem admitir opiniões contrárias às suas. Um lugar onde a vida (seja de pessoas, seja de animais) vale muito pouco, principalmente se for a do "bandido". São pessoas desejando o mal de outras pessoas, cheguei a ouvir de alguém que, apesar de votar "não", iria torcer pelo sim pois queria ver todo mundo do sim se "ferrar" e se arrepender. São coisas assim, ditas no calor da discussão e que provavelmente nem expressem com total verdade o que se queria dizer que me assustam, pois, ao invés de se desejar o melhor, se deseja, mesmo que inconscientemente, o pior. Ou então a visão de que não adianta se fazer nada, pois nada nesse país funciona e nada que se faça irá fazer funcionar. É a demonstração da total descrença e desesperança aliada com preguiça e individualismo.
Me disseram: você é ingênua, você é utópica. É como naquela historinha em que um homem, todos os dias, subia num caixote e professava em praça pública sua mensagem de fé e esperança. Depois de anos fazendo isso todos os dias, um rapaz interpelou-o e disse:
- Por que você faz isso todos os dias? Ninguém presta atenção nas suas palavras. Você não conseguirá mudar o mundo, isto é inútil.
E o homem respondeu:
- Se eu parar de fazer isso, eles é que terão me modificado.
Prefirou eu, então, continuar sendo ingênua, sendo utópica. E se é muito difícil mudar o mundo, pelo menos não deixarei de trabalhar arduamente para que eu nunca deixe de acreditar nos valores mais sublimes que existem em cada um de nós, até mesmo nos ditos "monstros", pois, como já diziam os chineses, há milhares de anos, nada é completamente ying ou yang. Ou seja, adaptando, ninguém é completamente mau ou bom.
Ps: Mais um dia sem conseguir comentar no blogspot...
posted by JULIANE at 15:40
23.10.05
Não estou conseguindo comentar nos blogs dos meus amigos que hospedam seus blogs no blogspot! Que droga!
posted by JULIANE at 15:47
20.10.05
Dica: visitem o blog do meu amigo e pai da minha amiga Bia. Excelente músico, ele conta ótimas histórias sobre a vida e sobre música, que sempre foi a sua vida... Confiram!
O Som por Testemunha
posted by JULIANE at 18:06
18.10.05
Outro dia eu tinha resolvido que iria começar a ser vegetariana. Os motivos não vêm ao caso, mas o fato é que eu tinha resolvido. A Bia, que é vegetariana me perguntou:
- Mas foi uma decisão assim? Totalmente racional?
- Sim, respondi.
- Então saiba que será mais difícil.
Realmente, uma decisão racional, sem nenhuma emoção é mais difícil. É como quando resolvemos não amar mais alguém, mas continuamos amando. Um dia deixamos de amar (será?) mas demora mais e é mais sofrido.
Mas o caso é que eu acabei desistindo dessa idéia pois acho que qualquer mudança brusca na minha rotina poderá afetar meus estudos. Pode parecer bobagem, mas não é. Reformular tudo o que se come, não é tarefa tão fácil e demandaria muito da minha energia e da minha força de vontade que já tem se desdobrado pra tentar me manter na frente dos livros e cadernos. Além disso, fiz um exame de sangue recentemente e estou com um pouco de anemia. O médico pediu que eu comesse mais carne vermelha e se eu parasse, acho que acentuaria o problema.
Por coincidência, semana passada comi carne vermelha 6 dos 7 dias da semana. Nesta já comi novamente na segunda-feira. Hoje o que tinha pra comer? Bife de carne bovina! Eu só sei que eu olhei pra ele e me veio um enjôo danado. Só de pensar em comer um bife está me dando engulhos. Será que minha vontade de ser vegetariana já começou a operar no meu corpo? Não sei... Pode ser só da overdose de carne que tive, mas o fato é que hoje não coloquei nem carne de boi, nem de ave, nem de peixe na minha boca e me sinto muito bem!
posted by JULIANE at 19:24
14.10.05
Uma musiquinha para alegrar a sexta-feira. Essa música foi defendida pelos Mutantes no Festival Internacional da Canção de 72. Retirado do site
Mutantes On Line:
"Em 1972, os 'Mutantes' participaram do seu último festival, o 'Sétimo Festival Internacional da Canção', com a música 'Mande Um Abraço Pra Velha', na qual conseguiram a 'bizarra' mistura do samba estilo 'Demônios Da Garoa', com o rock progressivo estilo 'Genesis'. O refrão em ritmo de
samba foi incluído por insistência de Rita. Para azar dela, a música foi desclassificada numa das primeiras fases do festival, o que tornou-se mais um motivo para que os outros integrantes 'fritassem' a pobre Rita."
Na minha opinião a "insistência" de Rita deu um tempero muito legal à música que ficou muito interessante com essa mistura. Um pouco bizarra, como disse o editor do site, porém o que não era bizarro nos Mutantes?
MANDE UM ABRAÇO PRA VELHA
(Arnaldo Baptista / Rita Lee / Sérgio Dias / Arnolpho Lima Filho)
Já faz tempo pacas
Que eu não vinha aqui cantar no festival
Eu não vou ganhar, quem sabe até eu vou perder ou empatar
Nós não estamos nem aí
Nós queremos é piar
Nós estamos é aqui
E sua mãe onde é que está ?
Mande um abraço pra velha
Diga pra ela se tratar
Você pensa que cachaça é água
Mas cachaça é água não
É não
Você pensa que eu estou brincando
Mas brincando eu não estou não
Estou não
Estou não
Imagine um festival
Sem caretas e no sol
Imagine um festival com a sua mãe e o Juvenal
posted by JULIANE at 20:52
13.10.05
E depois de tantos dias de silêncio, dois posts no mesmo dia!
Hoje eu estava comentando com uma amiga que depois das provas a gente tinha que tirar uns dias de férias. E quase que instantaneamente já comecei a sonhar com esse dia. Tô precisando muito ir pro mato, montar uma barraca e só ter luz se for de lampião. Ficar o dia todo na beira da praia sem me preocupar com mais nada. Subir aquela trilha sinistra pra depois me deliciar na cahoeira e de noite ficar olhando as milhões de estrelas, tomando um chazinho ou chocolate quente...
Pra quem, como eu, cresceu acampando, fazendo trilha, indo pro meio do mato, ficar tanto tempo sem fazer isso é muito angustiante. Eu sonho com freqüência que estou acampando, com mais freqüência ainda que estou em Ilha Grande, um paraíso para onde já fui 5 vezes. Fazendo as contas, acho que faz uns 6 anos ou mais que eu não vou acampar, que eu não viajo pro mato. Antigamente viajar era sinônimo de camping, mochila, sacos de dormir... As últimas viagens que fiz não foram menos legais, mas em esquemas totalmente diferentes: hotéis, pousadas, refeições fartas... Acho que pode ser só mais um sintoma da busca por mim mesma, por aquela pessoa que eu perdi por aí em algum ponto do caminho, mas o fato é que faz parte de mim esse contato com a natureza e não vou deixar que isso também se perca totalmente.
posted by JULIANE at 23:00
Últimas aquisições no E-Mule: discografias de Mutantes, Jimi Hendrix e Jack Johnson. Baixando discografias de Tim Maia, Jorge Ben, Gal Costa e Bob Marley. Depois que eu esgotar todos meus desejos musicais vou enveredar pelo mundo dos filmes. E haja CD de Backups!!! (Preciso de um gravador de DVD!!!)
posted by JULIANE at 14:40
2.10.05
História verídica.
Moça diz:
- Não sei pra quê essas vagas para deficientes! Até parece que o cara vai estacionar a cadeira de rodas e sair andando!
- ...
posted by JULIANE at 21:06