21.11.05
Não tô podendo escrever muito porque estou com tendinite de novo... Acho que esse é um problema que vai me acompanhar pro resto da vida. Amanhã vou ao médico e já até sei o que ele vai fazer: passar sessões de fisioterapia, eu vou fazê-las, mas enquanto eu estiver no cursinho e tendo que escrever a mão, o problema não vai ser resolvido. Sempre que eu começo a ter que escrever muito à mão a tendinite aparece. Meu problema não é o computador, mas uma vez que ela já se instalou, tudo dói, até segurar qualquer objeto, segurar o mouse, então é ruim à beça. Então, vou terminando por aqui, por hoje...
posted by JULIANE at 22:01
16.11.05
"A vida não tem ensaio
mas tem novas chances
Viva a burilação eterna, a possibilidade:
o esmeril dos dissabores!
Abaixo o estéril arrependimento
a duração inútil dos rancores
Um brinde ao que está sempre nas nossas mãos:
a vida inédita pela frente
e a virgindade dos dias que virão!"
(Libação - Elisa Lucinda)
"(...) não se pode correr da obra do amor exatamente na hora de burilar o serviço. Ninguém aceita o trabalho que o amor dá. Todo mundo só quer a casa pintada. Ninguém quer emassar. Raspar, então, nem pensar. Nesse assunto quero ser mestre de obras."
(Entre Vista - ou aquilo que ainda não me perguntaram - Elisa Lucinda)
Lindos versos, trechos de poesias da Elisa Lucinda. Uma amiga me emprestou uns CDs e estou gostando muito de conhecer o trabalho dela.
Tem alguns assuntos sobre os quais quero escrever, mas hoje acho que a poesia dela ficou bem melhor do que qualquer coisa que eu poderia ter escrito.
posted by JULIANE at 13:14
8.11.05
Eu já fiz escalada. Comecei com meu irmão que foi quem me ensinou e sempre ia fazer as vias comigo. Via é uma espécie de caminho na rocha, onde são colocados os grampos para que as pessoas, à medida que forem subindo, se prendam a eles.
Lembrei de como era para se conseguir subir a via. Cada ranhura, fissura, saliência na pedra, por menor que fosse, era uma verdadeira plataforma para se apoiar e o caminho era cuidadosamente calculado para se avançar, centímetro a centímetro, até chegar ao topo e ser condecorado com a linda paisagem e, claro, com a retirada da sapatilha que matava os pés de tanto apertar. Tanto esforço para sentir apenas o prazer de chegar ao final da montanha, beber um gole de água, apreciar a paisagem e depois descer.
Depois de algumas escaladas me dei conta de que o legal não era só chegar no topo e sim esse jogo de xadrez entre o seu corpo e a pedra. A gravidade, o sol, o vento e o medo te dificultando o avanço, o desafio não era só chegar e sim progredir a cada passada.
Hoje eu vi uma mensagem que tem muito a ver com isso. De como colocamos marcos na nossa vida, para só depois de alcançá-los começar a viver, esquecendo que não há dia para se começar a viver, a vida já está aí, acontecendo.
Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Então, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais, se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo.
Lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade
Até que você volte para a faculdade
Até que você perca 5 kg
Até que você ganhe 5 kg
Até que você tenha tido filhos
Até que seus filhos tenham saído de casa
Até que você se case
Até que você se divorcie
Até sexta à noite
Até segunda de manhã
Até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos
Até o próximo verão, outono, inverno
Até que você esteja aposentado; até que a sua música toque
Até que você tenha terminado seu drink
Até que você esteja sóbrio de novo
Até que você morra
E decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...
Assim como o alpinista não começa a subir a montanha depois que chegou no topo, nossa vida já começou e é preciso estar atento para não deixá-la passar e se dar conta, tarde demais, que já está na hora de descer do cume.
posted by JULIANE at 20:00
7.11.05
Esse fim de semana consegui descontar um pouco das zilhões de horas que eu estava devendo. É que eu resolvi abandonar o esquema de estudo que eu tinha feito e que não estava dando certo e adotei um outro sistema. Antes eu tinha feito uma programação diária, com todos os horários previstos, tudo cronometrado com hora pra começar e acabar. É óbvio que não deu certo. Eu passava muito mais tempo burlando meu próprio esquema do que cumprindo. Acho que esse negócio militar demais, essa disciplina exagerada definitivamente não é pra mim. Agora parti para um outro esquema: eu tenho um determinado número de horas de estudo a cumprir por dia. Se, ao fim do dia, aquele mínimo não foi cumprido, acumula para o próximo e assim sucessivamente. Se ao fim da sexta-feira eu estiver devendo alguma coisa, a punição é perder o fim de semana cumprindo a meta que não foi alcançada durante a semana. Mais ou menos como quando a gente trabalha e tem que levar serviço pra casa porque não vai conseguir cumprir algum prazo. E o prêmio, se eu for uma boa menina será ter um fim de semana sem obrigação de estudar. É claro que, à medida que o tempo for passando e a prova for ficando mais próxima, minha meta de horas a cumprir será aumentada. Mas por enquanto, eu torço para que esse novo método dê certo e eu consiga ter fins de semana sem dor na consciência.
posted by JULIANE at 14:46
3.11.05
Terça eu vivi um daqueles momentos mágicos da vida no aniversário da minha querida amiga Bia. Foi uma reunião pequena, só 8 pessoas (contando com as figurinhas das filhinhas da Bia) e mesmo assim foi uma festa daquelas inesquecíveis. Conversamos, cantamos, bebemos, dançamos, rimos, de tudo um pouco. Fazia tanto tempo que eu não exagerava na bebida, mas o fiz no momento certo. Aproveitei cada minuto daquela celebração dionísica e o êxtase provocado pela bebida não foi estéril. Foi recheado de muita felicidade e conforto, celebrando não só a vida, como o amor profundo que existe entre nós. Demos mais um passo nessa busca pelo perdido, pela identidade que deixamos para trás. Acho que deve ser difícil entender porque batemos tanto na tecla de reverenciar os anos que passamos no Pedro II. Mas foram tempos emblemáticos, que sempre serão referencial para mim, de um "eu" que não devo me afastar. E nessa terça-feira, me senti em contato com essa época de liberdade, despreocupação, de leveza. Meninas, obrigada pela amizade de vocês! Amo vocês com todo meu coração e sei que estaremos juntas de uma forma ou de outra para sempre!
posted by JULIANE at 21:20