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31.5.06

Muitos dias sem postar né? Minha semana tá uma correria danada... E hoje eu tô super cansada, mas não queria deixar mais um dia o blog às moscas. Muita coisa, muita coisa ao mesmo tempo. Dias de confusão, outros de calma... Mas sabe aquele cachorrinho do Pepe Legal, que quando come um biscoito canino sai flutuando todo feliz? É assim que tem sido vários dos meus dias. Eu tô igualzinha ao Rafeiro, o cachorro do Pepe Legal.



Sara! Me permita o plágio, mas eu achei tão bom esse texto que vc colocou, que eu tenho que colocar aqui também.

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso, existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

(Fernando Pessoa)






25.5.06

Que coisa incrível, eu nunca vi isso antes. Transmissão ao vivo dos treinos da seleção, com direito a narrador e comentarista! Isso tudo tá me dando um medo danado... É badalação demais pra uma seleção só. Tá me cheirando a perigo iminente de chuteiras de salto alto... É tanta gente dizendo que já ganhou que eles podem acabar acreditando nisso. E todo mundo sabe que não é assim que funciona, ainda mais em Copa do Mundo...
Outra coisa que eu tô achando estranha é que, apesar de tanta expectativa desde já, ainda não vi muitas ruas decoradas, pelo menos não aqui na zona sul... Essa é uma parte que eu acho divertida, todo mundo na rua, colocando bandeirinha, pintando muro, asfalto... Vamos se mexer gente!

Ontem foi ridículo o Sr. Sérgio Noronha tentando ao máximo esculachar o Flu e depois tendo que calar aquela boca grande dele, frente à acachapante goleada que metemos no Fortaleza. É impressionante como a imprensa (particularmente a Globo e o Sportv) fazem o possível e o impossível pra desmerecer o Fluminense. Os exemplos são inúmero, pois acontecem toda vez que Flu joga, já até não me surpreendo mais. Mas que é revoltante, isso é...






23.5.06

Ai... Ai... Semana de TPM... A única coisa interessante é descobrir como ela virá a cada mês, é sempre uma incógnita. Tem vezes que eu fico irritada, impaciente, outras deprimida, triste, desta vez eu fiquei uma chata de galocha, carente, mulherzinha mesmo. Que ódio!!! Detesto ficar assim, preciso pedir desculpa pra quem tem me agüentado esses dias... Merece o prêmio de saco de ouro!
Meu Deus, faz essa semana passar logo, não só por isso, mas também porque, semana que vem, várias notícias vão chegar e tomara que alguma seja boa, tem que ser!!! Ô semaninha disgramada...

Mas como mesmo nessas horas eu não perco meu humor, aqui vai mais uma placa do site placas ridículas. Tabelinha de preços básica para momentos especiais:


Gente, se alguém souber o que diabos é um "sabonetinho", favor me explicar!!
Agora quero saber o que é chave!!!






21.5.06

Sábado: filme (2046, finalmente Sara!) à tarde no Odeon. À noite, um casamento que foi até bem legalzinho. Dancei, bebi, me diverti...
Domingo: passei um dia maravilhoso num lugar que eu recomendo a todos. Fui até o Centro Cultural Casa da Gente, que fica em Santa Teresa. Apesar de ir a Santa há muitos anos, tenho que confessar que eu nunca tinha subido a escadaria do Selarón. E é linda, preciso voltar lá com uma câmera. Enfim, você subindo por ela, é logo depois, bem pertinho, dá pra subir à pé numa boa. Hoje rolou lá uma feijoada e apresentação de duas bandas (Amigos da Margot e Vilavento). Som de primeiríssima qualidade, uma galera muito bacana, um astral maneiríssimo. Mesmo com saudade de uma certa pessoa, posso dizer que meu fim de semana foi nota 10. E vamos lá pra mais uma semana, que Deus me ajude a ter forças e estudar pra próxima prova!
Pra finalizar com chave de ouro o dia de hoje, nada melhor do que uma poesia do mestre Leminski:

Por um lindésimo de segundo
tudo em mim
anda a mil
tudo assim
tudo por um fio
tudo feito
tudo estivesse no cio
tudo pisando macio
tudo psiu

tudo em minha volta
anda às tontas
como se as coisas
fossem todas
afinal de contas






20.5.06

E a confusão continua. Mas sinto, depois de muito tempo, a vida pulsando novamente. A verdade é que o amor plácido é para os santos e para as mães (nem todas). Sendo assim, meu sangue não corre sem sobressaltos, meu peito não bate se não for acelerado. Como diz a Bíblia, seja quente ou frio, morno te vomito.
E hoje é dia de citações... Depois de baixar 27 álbuns de Chet Baker, é só o que tenho ouvido ultimamente. É, eu sou meio obsessiva... E pra completar, um trecho da adorada Clarice Lispector. O que aliás, combina muitíssimo bem com jazz.

Chet Baker - I Fall In Love Too Easily
I fall in love too easily
I fall in love too fast
I fall in love too terribly hard
For love to ever last

My heart should be well schooled
'Cause I've been fooled in the past
But still I fall in love so easily
I fall in love too fast

My heart should be well schooled
'Cause I've been fooled in the past
But still I fall in love so easily
I fall in love too fast



Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Clarice Lispector






19.5.06

O medo de se confessar tudo o que se sente é um sentimento tão cruel quanto inútil. Porque acaba que o outro percebe por outros caminhos aquilo que não se tem coragem de dizer. E agora que as coisas estão ficando boas, um recuo, um tempo, as dificuldades se tornam evidentes. É... Como você me disse, eu não sou essa fortaleza toda que tento transparecer. Mas eu preciso ser, não é mesmo? Acho que hoje é meu dia de surtar...






18.5.06

Já dei uma volta nos blogs dos amigos, comentei... Pra ver se eu conseguia achar palavras pra expressar melhor as últimas 24h da minha vida... Já escrevi e apaguei milhares de vezes e simplesmente não consigo verbalizar. Muitos sentimentos misturados e, apesar de toda a incerteza, acredito que esteja valendo à pena. Esse caminho não é nada fácil e será mesmo desagradável em muitos trechos. Mas pra que me poupar e deixar de viver isso tudo? Pode ser que mais à frente, arrasada, com meu coração partido eu me pergunte, por quê? Mas acho que nunca me arrependerei do que fiz e tenho feito. Porque é assim que sei viver.

Ouvindo Chet Baker...

The Touch of Your Lips
The touch of your lips upon my brow,
Your lips that are cool and sweet,
Such tenderness lies in their soft caress,
My heart forgets to beat.

The touch of your hands upon my head,
The love in your eyes a-shine,
And now, at last, that moment divine,
The touch of your lips on mine.







16.5.06

Ontem fui assistir ao show do grande músico e meu amigo Reginaldo Bessa. Foram momentos maravilhosos, boa música, boa companhia, melhor programa impossível, ainda mais numa noite de segunda-feira chuvosa. É realmente muito triste que a cultura no nosso país seja tratada da forma como é, quando músicos do quilate dele têm que matar um leão por dia pra poder simplesmente continuar trabalhando naquilo que amam e fazem tão bem. E pior pra gente que não tem acesso ou que simplesmente não conhece o trabalho dele e de tantos outros e somos privados de uma produção artística genial, mas que simplesmente não aparece. Eu só tenho a lamentar e esperar que um dia as artes sejam mais valorizadas.

Ps: Reginaldo, adorei o jingle do estabilizador! Depois que você colocou no seu blog a letra, fiquei imaginando como seria a melodia. Excelente!!!






15.5.06

Antes que se preocupem comigo, quero esclarecer que estou bem. As coisas que escrevo aqui nem sempre são um retato fiel da realidade. Muitas vezes elas aconteceram, mas muitas outras são apenas desejos ou medos, outras ainda, em parte acontecem, em parte não... De qualquer forma, aqui é um espaço onde eu reflito e às vezes reinvento minha vida, como quem tenta escrever um outro final. Nem sempre os finais que imagino são os melhores, mas pelo menos me ajudam a tentar não reproduzi-los na realidade, se forem ruins, ou sonhar que aconteçam, se forem bons. Estou numa fase de querer escrever histórias, pode ser que elas sejam ou não baseadas em fatos reais. Sempre terão alguma dose de veracidade e de identificação comigo, mas impossível definir até que ponto, até mesmo para mim. Obrigada Sara, você foi muito querida por ter se preocupado! Se as coisas ficarem ruins, não tenham dúvidas, vocês todos saberão! Um beijo a todos!







Estava tudo perfeito demais para ela agüentar. Alguma coisa precisava ser feita pra acabar com aquela situação. Ela não poderia se safar assim tão facilmente e ser feliz. E ela fez o que já estava acostumada a fazer, aquilo que sempre a fazia sofrer, mas que lhe dava uma estranha sensação de alívio e dor. E fez e disse coisas que não queria, abafou o grito que queria sair de sua garganta e dizer que não era nada daquilo, que era tudo exatamente ao contrário. Mas não gritou, não chorou, apenas olhou melancolicamente sua felicidade ir embora.






12.5.06

Porque essa música é foda.
Porque eu quero te oferecer minha coragem.
Porque a vida é curta e certas coisas não acontecem duas vezes.
Porque eu não quero pensar em nada além de hoje.
Porque, apesar de tudo, estou muito feliz!

Ame
(Paulinho da Viola e Elton Medeiros)

Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar

Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?








Ai.... Hoje tem show da Isabella Taviani, mas adivinha onde?? Campo Grande!!! Muito, muito longe da minha casa! Será que eu vou??






11.5.06

Tô ouvindo sem parar, há 4 dias, Isabella Taviani. Muito bom! A voz dela é linda e as letras são tudo! Próximo show que tiver tô afinzona de ir. Uma das letras muito legais e que tem tudo a ver!!!

Olhos De Escudo
Isabella Taviani

Ei, volte aqui, não tenha medo
Os meus olhos não escondem segredos
Eu sou assim mesmo
Ei, volte aqui, aonde pensa que vai?
Logo agora que sentou à minha frente e diz
que o vento leva o meu cheiro até você
Mas tenho que confessar
Achei que iria ser mais fácil
Detesto imaginar
A possibilidade de fracasso
É que eu tenho que derrubar os seus muros
Preciso desvendar esse teu mundo
Eu sei que vou desmoronar
Seus alicerces sempre tão seguros
Até você baixar a guarda
Dos teus olhos de escudo
Eu vou entrar, vou entrar
Teus olhos de escudo
Deixa estar, deixa estar
Ei, desliga não
Me deixa gastar mais o teu tempo
Me explica o que eu não entendo
Ei, volte aqui, aonde pensa que vai?
Logo agora que sentou à minha frente e
diz que o vento leva o meu cheiro até você







10.5.06

Difícil colocar em palavras tanta coisa, tantos sentimentos. É incrível como, de uma hora pra outra, toda a sua vida muda de cabeça pra baixo e tudo que você sempre quis, agora está acontecendo, e isso dá medo. Mas eu vou em frente, a excitação de ver o que me aguarda na próxima curva é maior do que qualquer temor. Dias, semanas, meses, tudo isso pode se resumir e decidir em apenas algumas horas. Eu tenho que me controlar e não cometer sempre os mesmos erros, fazer e dizer sempre as mesmas bobagens. Enquanto isso, por outro lado, eu me desconcentro, me disperso... E quem duvidava que eu fosse uma leonina, não tenha dúvidas, sou toda coração!






9.5.06

Do site Placas Ridículas:


A igreja sempre querendo ajudar...






8.5.06

Muita coisa aconteceu nesses últimos 5 dias. Acontecimentos que talvez mudem para sempre minha vida, meu destino. Mas está sendo uma delícia experimentar tantas coisas novas, tantos sentimentos. Com certeza, isso tudo se deve à minha nova maneira de experimentar a vida, de não me poupar de nada nem de ninguém. Agir de mais e pensar de menos, assim tenho sido feliz ultimamente. É por isso que eu afirmo: não deixe nunca de realizar nenhuma vontade, mesmo a mais estranha, a mais improvável. Em qualquer caso, com quaisquer conseqüências, vale à pena.






5.5.06

"I want to burn, even if I break myself. I live only for ecstasy. Nothing else effects me. Small doses, moderate loves - all these leave me cold. I like extravagance, heat... sexuality which bursts the thermometer! I am neurotic, perverted, destructive, fiery, dangerous-lava, inflammable, unrestrained. I feel like a jungle animal who is escaping captivity."
(Anaïs Nin)


Viva à ousadia, viva os desejos mais secretos, sugue toda a magia que o dia e a noite (principalmente) podem te proporcionar, a felicidade está em não se deixar amarrar, na liberdade dos sentidos. A realidade pode ser muito melhor do que se imagina, só depende de se fazer acontecer. A perfeição está na capacidade de ser livre de restrições. Simplesmente sentir.






4.5.06



Diálogo na praia entre um turista e um vendedor de coco:
Turista - Comment s'appelle ça? (como se chama aquilo? Apontando para o coco.)
Vendedor - Não, essa pele não sai não!!
Turista - Comment??? (como???)
Vendor - Com a mão muito menos!!!






2.5.06

Resolveu sair de casa. Não para sempre, só sair um pouco. Foi andando, procurando não sabia o quê, alguma coisa ou alguém que pudesse de uma hora pra outra mudar tudo. Lembrou-se de Anaïs Nin. O desejo que ela tinha de agitar sua vida, de encontrar algo era o mesmo que o dela. "Prazeres anormais matam o gosto pelos normais" lembrou dessa frase, não sabe bem porque. Talvez no fundo saiba, mas era difícil deixar certas coisas para trás. O namoro de 7 anos lhe sufocava, mas, por outro lado, era a única coisa certa na sua vida. Entediante, mas certo. Tudo que ela sonhara em ser, grandes planos, grandes expectativas, foi ficando para trás e ela já nem se lembrava direito que planos eram esses. O que tinha era um trabalho sem graça durante a semana e, no fim de semana, o namorado, às vezes um filme, às vezes um jantar, ele vendo TV, ela lendo, como sempre, e sexo também, assim como o resto, apenas mais uma parte da sua rotina semanal. Enquanto pensava nisso, se dirigia sem notar para a livraria. Talvez já estivesse tão acostumada a ir até lá que seu corpo já se movimentava sem querer. Mas estava fechada. Esqueceu que era feriado, nem tinha notado as ruas mais desertas do que o normal. Quando viu a grade de ferro em frente à vitrine não se conteve e começou a chorar e soluçar como uma criança. Tentava se controlar, não havia lógica para aquela reação ridícula. Mas ela não conseguia parar de pensar que aquela grade estava fechada só pra ela. Ela precisava entrar, encontrar a chave e ficar um pouco ali dentro, perto daquelas histórias que podiam levá-la embora. Mas ela não tinha a chave e ficou ali parada até não saber mais quanto tempo tinha se passado. O telefone toca e ela atende. Era o namorado, com voz preocupada, perguntando se estava tudo bem. Ela afirma que sim, que já está voltando pra casa. Depois daquele dia, ela nunca mais conseguiu voltar àquela livraria, nem olhar para aquela vitrine.






1.5.06


Pra uma pessoa como eu, que tem mais fases que a lua, o feito desta senhora é algo realmente impressionante. Há 25 anos ela protesta solitariamente contra as guerras e contra as armas nucleares. Montou uma pequena tenda em frente à Casa Branca e lá passa os dias e as noites, vende panfletos (sua fonte de recursos) e não se cansa de gritar que Bush é um mentiroso e que o governo americano é a verdadeira arma de destruição em massa. O que faz alguém viver da maneira como ela vive, sem desistir um dia sequer daquilo que acredita, me espanta. Talvez seja disso que eu esteja precisando um pouco na minha vida. Eu não seria capaz de passar 25 anos protestando na rua, mas se eu conseguisse ter uma pequena parte da convicção e da força de vontade que ela tem, muita coisa seria diferente, pra melhor, acredito.