25.9.06
Na boa, que história é essa de que a mulher só se sente completa, só se sente mulher depois de ter um filho? Pra mim isso soa como um baita discurso retrógrado e machista. Quer dizer então que não basta ser realizada profissionalmente, achar um grande amor, ter amigos, dinheiro, viver uma vida feliz porque a felicidade plena só virá mesmo quando a prole chegar? Daí alguém me lembra da frase do Vinícius, "Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, Como sabê-lo?".
E desde quando eu preciso colocar o dedo na tomada pra saber que dá choque? Eu preciso realmente ter um filho pra saber que seria melhor não tê-lo? Não sou daquelas que pensa: ah, o mundo está tão ruim, não vou colocar mais um ser humano aqui... Minhas razões são bem mais egoístas. Eu não quero é um ser humano totalmente dependente de mim e que me acorde no meio da noite chorando, que eu tenha que fazer um esforço tremendo e tenha um cuidado extremo para que ao menos ele cresça com uma cabeça bacana, que seja uma pessoa legal, tentando não transmitir as neuroses e frustrações que inevitavelmente todos acabam tendo. E ainda correr o risco dessa pessoa não dar a mínima pra todo esse esforço que você teve durante anos, à custa de noites sem sexo, sem sono, sem tranqüilidade.
Pode ser que um dia eu desminta tudo isso que está escrito aqui, mas hoje afirmo com total certeza de que filho não está nos meus planos, nem nos últimos dos últimos itens da minha lista.
posted by JULIANE at 11:49
23.9.06
Pra mim não tem programa melhor do que o que eu fiz ontem: sentar numa mesa de bar, chopp e papo. Ainda mais com as pessoas que foram. O papo fluindo numa mistura perfeita de sarcasmo, sacanagem e seriedade. Pra mim, gente divertida é quem sabe ser sacana, sem ser vulgar, com inteligência, com sarcasmo. Mas também muita bobagem cansa, então, aqui e ali entra algum assunto mais sério. Dá pra ver que por trás das piadas existe um recheio. Assim que são, na minha opinião as pessoas inteligentes e divertidas, com quem a gente pode sentar, pedir vários chopps e varar a noite sem perceber. Sentar pra ficar só discutindo as "implicações subjetivas do ser contra a fatalidade da morte" ou então se "Deus existe?", entre outros papos, digamos assim, mais filosóficos, também é interessante, mas, sinceramente, prefiro discutir tudo isso emendando com uma bela piada ou um comentário sacana. Um brinde aos sarcásticos!
posted by JULIANE at 11:02
19.9.06
Ela morreu? Não, está viva... Então ela está viajando? Também não... O computador quebrou então... Também não!! Então o que foi? Por que tanto tempo sem notícias?? Bom... Deixa isso prá lá, vai...
O negócio é o seguinte: é incrível como as coisas acontecem de maneiras misteriosas. Uns chamam de sabedoria divina, outros de destino, sorte... Mas o certo é que a cada dia tenho mais certeza que nossa vida é realmente como um rio que corre. Se você parar na margem, ele vai continuar correndo e você vai ficar ali, vendo as águas passarem. Mas basta um empurrãozinho seu, dar uma nadadinha à toa, que você volta a navegar pela correnteza dele. Estava eu, há meses, parada nessa margem, ao mesmo tempo com medo e preguiça de voltar a nadar. Mas com o incentivo certo, eu dei um pequeno impulso pra sair do lugar. Foi o movimento que faltava para que as coisas na minha vida voltassem a acontecer.
Em resumo (chega de metáforas!), depois de um tempão parada, só fingindo que estava estudando, decidi procurar emprego, estava distribuindo currículos, fazendo entrevistas, quando a notícia mais esperada e, ao mesmo tempo inesperada, chegou! Fui convocada pra um dos concursos que tinha passado, mas que acreditava que só iria ser chamada no ano que vem! Agora, todos os planos que eu havia feito, podem novamente voltar a ser possíveis. Eles já estavam ficando pálidos e distantes, mas agora voltaram a ser concretos.
Estou feliz, aliviada, esperançosa e agora, mais do que nunca, tenho certeza que meus planos vão se realizar!
posted by JULIANE at 10:41